ROTEIRO: 5 dias no JALAPÃO

Fervedouro do Buriti

ROTEIRO 5 DIAS – 4 NOITES PELO JALAPÃO, TOCANTINS, BRASIL

Confira a matéria completa sobre o Jalapão, clicando aqui.

Eu fiz a expedição de 5 dias e 4 noites, porém você pode realizar em menos dias ou ainda personalizar conforme a sua necessidade e ou vontade. Dá um confere nas outras opções que a Jalapão Expedições pode te oferecer (na hora de fazer o orçamento, não esquece de pedir um desconto especial porque viu a nossa matéria).

Cachoeira da Velha, Jalapão, Tocantins, Brasil.

PRIMEIRO DIA: Cachoeiras, Canyon e Morros

CACHOEIRA ESCORREGA MACACO E CACHOEIRA DA RONCADEIRA

Saindo de Palmas, partimos para Taquaruçu, que é um distrito afastado da cidade, onde visitamos as primeiras cachoeiras da expedição: a Escorrega Macaco e a Roncadeira.

CANYON SUSSUAPARA

Depois das cachoeiras, seguimos para o Canyon Sussuapara, que fica a aproximadamente 20km de Ponte Alta do Tocantins que foi onde de fato a nossa expedição pelo Parque Estadual do Jalapão começou.

O Canyon, que se abre em uma grande rocha arenosa, esconde uma queda dágua que dizem realizar desejos secretos se você entrar debaixo da pequena cachoeira, fechar os olhos e pensar positivo (e eu obviamente, fiz isso umas 7 vezes – no mínimo).

CACHOEIRA DO RIO SONINHO

Depois de mais alguns quilômetros, fizemos uma parada nas Cachoeiras do Rio Soninho, que desce por uma laje de pedras com força e esculpe nas rochas uma cratera meio perigosa. Nesse ponto não é possível tomar banho, mas o visual compensa. Se quiser mergulhar, é possível alguns metros acima da queda principal.

MORRO DA CRUZ

O Morro da Cruz que nos acompanha em praticamente toda a expedição é a montanha mais alta do Parque. O morro recebeu esse nome por causa de um antigo cemitério instalado aos seus pés.

MORRO DA PEDRA FURADA

O melhor do dia ainda estava por vir e veio com toda magia e espetáculo que só um legitimo pôr do sol visto do alto de uma pedra bastante peculiar localizada no Parque Estadual do Jalapão pode te proporcionar: Morro da Pedra Furada. Foi desse morro que assistimos o nosso primeiro pôr do sol sobre o cerrado. O morro tem esse nome, porque lá existe uma grande rocha com vários buracos que servem de moldura para o astro rei e de ninho para os periquitos que te acompanham nesse momento.

Pôr do sol no Morro da Pedra Furada, Jalapão, Tocantins, Brasil.

SEGUNDO DIA:  Cachoeira, Prainha e Dunas

CACHOEIRA DA VELHA

Depois de uma rica noite de sono e de um café da manhã reforçado e regional, partimos em direção ao primeiro destino do dia: Cachoeira da Velha. Lá contemplamos a beleza das quedas dessa cachoeira. Para os apaixonados por rafting, nessa parada é possível fazer um dos mais incríveis raftings do Brasil (de acordo com os depoimentos que andei lendo pela rede, kkk, pois eu, apesar de encarar todas, preferi usar o tempo para conhecer uma Prainha que inicialmente não faria parte do roteiro, caso optássemos pelo rafting).

Cachoeira da Velha, , Jalapão, Tocantins, Brasil.
PRAINHA DO RIO NOVO

Água quentinha, calma e transparente. Areia fofa com sombras de árvores da região… Cenário perfeito para um soninho.

Prainha do Rio Novo, Jalapão, Tocantins, Brasil.

Almoçamos por ali mesmo, na casa de uma quilombola que faz um sorvete delicioso e natural com as frutas da região… O Restaurante dela é ainda pouco visitado, o que eu achei um absurdo, porque boa parte das agências, só para ali por pouco tempo para apresentar o sorvete… Quem não almoça lá, não imagina o que perde… Turismo de Experiência!!!

DUNAS DO JALAPÃO

Depois da experiência de almoçar com uma família quilombola, partimos para mais alguns quilômetros de estrada vermelha e com uma natureza indiscutivelmente peculiar e única, a do nosso cerrado. Logo na saída fomos surpreendidos pela vista da Serra do Espirito Santo e do Morro do Saca-Trapo que nos acompanharam pelo resto do dia.

Estrada vermelha, Jalapão, Tocantins, Brasil.

Com o dia quase terminando, veio aquela hora emblemática de aplaudir de pé: pôr do sol nas Dunas do Jalapão (formadas pela areia que desce a serra trazida pelo vento, as dunas alaranjadas ganham ainda mais cor com os raios de sol. Nesse momento, você não pode deixar de ficar alguns minutos em silêncio, agradecendo por tudo que você está vivenciando. Sem dúvida, o Jalapão se apoderou de um dos pôr do sol mais inesquecíveis de todo mundo.

Pôr do sol nas dunas, Jalapão, Tocantins, Brasil.

TERCEIRO DIA: Fervedouros, Rios e Capim Dourado

E eu que já estava roendo as unhas porque ainda não tinha contemplado nenhum fervedouro, fiquei deslumbrada quando finalmente nosso primeiro encontro chegou…

FERVEDOURO DO BURITI

O primeiro fervedouro que visitamos, foi o Fervedouro do Buriti, que fica na terra de um senhorzinho muito querido, o Sr. Lino. Confesso que a primeira sensação que tive ao “pisar” no olho de um fervedouro foi de aflição porque nunca sentia o chão. É muito louco, você pisar mas não pisar e mesmo assim não fundar, se é que deu para entender, kkkk. Depois de alguns minutos, já fiquei acostumada e daí pra diante foi só amor pelos fervedouros e suas águas cristalinas.

Fervedouro do Buriti, Jalapão, Tocantins, Brasil.
FERVEDOURO DO CEIÇA

O Fervedouro do Ceiça foi o primeiro a ser divulgado para o público e até hoje está entre os mais famosos e visitados do Jalapão. O poço tem uma nascente principal e a intensidade da pressão da água é bastante alta, fazendo com que a gente flutue com muita facilidade. O fervedouro é bem redondo e cercado por bananeiras.

Fervedouro do Ceiça, Jalapão, Tocantins, Brasil.
FERVEDOURO ENCONTRO DAS ÁGUAS

Depois de conhecer os dois primeiros fervedouros, achei que mais nada poderia me surpreender, mas daí chegamos ao Fervedouro Encontro das Águas que apesar de ser bem pequeno possui a maior pressão de todos, ou seja, parece que você está tomando banho em uma água onde você não está sob ela, ou imerso, e sim, sobre ela, flutuando. É praticamente impossível afundar (mergulhar) mesmo com outra pessoa te ajudando. A areia em suspensão na água é tão fina e agitada que entra pela roupa e forma bolos de areia nos biquínis e ou sungas.

FERVEDOURO DO ALECRIM

Este fervedouro não fazia parte do roteiro, mas a gente deu uma escapada da rota original e fomos parar nesse paraíso.

Fervedouro do Alecrim, Jalapão, Tocantins, Brasil.
ENCONTRO DO RIO FORMIGA COM O RIO DO SONO

Para aliviar a sensação de areia por todos os lados, vale dar um mergulho no encontro do Rio do Sono e Formiga. Os rios e o fervedouro estão a apenas dois minutos de caminhada um do outro.

POVOADO MUMBUCA: CAPIM DOURADO

Depois de um dia lindamente aproveitado, fomos conhecer um povoado mumbuca onde tivemos a oportunidade de provar alguns petiscos regionais e conhecer o artesanato do capim dourado.

QUARTO DIA: Nascer do Sol, Fervedouros e Cachoeira

O quarto dia de expedição começou cedão… Acordamos por volta das 3h e partimos para uma caminhada madrugada a dentro que nos levaria ao nascer do sol mais inexplicavelmente lindo da vida.

SERRA DO ESPIRITO SANTO

A subida à Serra não é das mais fáceis, principalmente porque é escuro e você precisa do auxilio da lanterna do seu celular, mas também não é muito difícil se você está disposto a contemplar um momento que poucos contemplam e que você nunca mais irá esquecer, até porque ao longo da subida existem pontos de descanso que você pode respirar por alguns minutos e seguir na sequência. Ter o acompanhamento de um guia experiente e que conhece o caminho é de extrema importância, e é claro que isso nós tínhamos de sobra.

Eu garanto que ao chegar no topo da Serra do Espirito Santo você vai esquecer a subida e perder o folego diante a tanta beleza. Quando o sol aponta no horizonte, tudo ganha vida, cor e um sentimento de paz que nunca senti em outro lugar. As dunas aos pés do monte, as montanhas do horizonte, o despertar da fauna e da flora… Tudo mas tudo acontece em perfeita harmonia e em uma sintonia que é difícil de explicar.

Nascer do sol na Serra do Espirito Santo, Jalapão, Tocantins, Brasil.

Depois desse espetáculo, voltamos para a pousada e tomamos um ótimo e tranquilo café    da manhã para seguir com a nossa expedição pelo Parque Estadual do Jalapão.

FERVEDOURO DO BURITIZINHO

A próxima parada do dia foi no Fervedouro do Buritizinho que fica localizado nas terras  do Sr. Nô, descendente de quilombola e, talvez seja o que tem menos infraestrutura o que nos deixa literalmente em um cenário de filmes de Selva.

Transparência da água do Fervedouro Buritizinho, Jalapão, Tocantins, Brasil.
CACHOEIRA DO FORMIGA

Dando sequência à nossa expedição, chegamos a famosa e tão esperada Cachoeira do Formiga que é sim, sem dúvida, a cachoeira mais linda e com águas mais transparentes que já vi e que provavelmente vou ver na minha vida. A água é verde esmeralda e o poço que se forma no fim da cachoeira é simplesmente uma das mais lindas paisagens que contemplei nessa região. Quando a gente mergulha, parece que não é real e que tu só está sentindo a água porque não tem água nenhuma ali, uma vez que seu corpo todo está super a vista.

Cachoeira da Formiga, Jalapão, Tocantins, Brasil.

QUINTO DIA: Fervedouro e Cachoeira

Começar o seu último dia de expedição, com um entusiasmado bom dia é um tanto quanto difícil, porque mesmo que o cansaço tenha começado a bater você não quer ir embora e que ficar por mais e mais dias até enjoar de tanta natureza linda em ótima companhia… Mas como isso não foi possível, só nos restou aproveitar intensamente o último dia, da mesma forma que vivemos os 4 primeiros dessa inesquecível expedição.

FERVEDOURO BELA VISTA

Logo de primeira, fomos conhecer o maior e mais bonito fervedouro do Jalapão, o Fervedouro Bela Vista. Ele tem uma infraestrutura melhor, com trilha calçada e um deck. A beleza desse lugar é algo praticamente inacreditável. A cor e a temperatura da água, a vegetação ao redor, os peixinhos que nos acompanham… a vontade foi de ficar lá, flutuando e mergulhando pelo resto da vida.

Fervedouro Bela Vista, Jalapão, Tocantins, Brasil.
CACHOEIRA DAS ARARAS

Depois de ser quase que arrastada para fora do Fervedouro Bela Vista, seguimos a expedição rumo a Cachoeira das Araras que fica na propriedade do Sr. Hélio. Os paredões da Cachoeira são cobertos pela vegetação e o lago tem coloração dourada, intercalando em seus tons dependendo da posição do sol. Apesar do nome ser Cachoeira das Araras, não avistei e nem escutei nenhuma. Dizem que antigamente esse pássaro era presença garantida por lá, o que hoje em dia não acontece todos os dias.

SERRA VERMELHA

Decidimos só passar pela Serra e não explorar, visto que escolhemos ficar mais tempo nos fervedouros e cachoeiras. Li alguns relatos sobre a Serra e todo mundo disse ser imperdível a caminhada entre os paredões rochosos e avermelhados, mas a maioria também disse que se tiverem que escolher, escolheriam ficar mais tempo nos outros pontos e só passar pela Serra.

Partimos rumo à Palmas, por volta das 17h, mas antes ganhamos mais um presente do Jalapão, um lindo pôr do sol na estrada.

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Outras matérias relacionadas ao Jalapão, que você vai curtir: Top List: O Imperdível do Jalapão, Top List: Sobre o Jalapão, Experiência: Viajar Sozinha para o Jalapão.

 

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