Tour Maras e Moray, Peru

O tour de Maras e Moray dura o dia inteiro, então quando for se programar, reserve um dia apenas para esse tour. A nossa sugestão é a compra do bilhete turístico.

O dia é dividido em basicamente, três paradas: a primeira em Chinchero, a segunda nos Morays e a terceira nas Salinas de Maras.

Povoado de Chinchero…

Chinchero, que fica no caminho do Vale Sagrado, é um pequeno povoado a 28km de Cusco. O lugar é chamado de “cidade do arco-íris” e se destaca por ainda preservar muitos dos costumes dos povos andinos, como tradições, hábitos e vestimentas.

A primeira parada do dia é justamente, neste povoado. Logo na chegada, você será acomodado em bancos com acento de “pelego de alpaca” e ali mesmo, mulheres peruanas, vestidas em trajes tradicionais “quéchua” apresentam o processo artesanal da lã de alpaca: como lavam, tingem, tecem e vendem os produtos derivados desta lã. Todo este processo é ecológico, utilizando raízes e plantas do local. Além disso você será convidado a provar o chá tradicional desse povoado e escutar um pouco da sua história.

Chinchero, Peru.
Chinchero, Peru.
Chinchero, Peru.
Na sequência partimos para conhecer os Morays…

Localizado a cerca de 40km de Cusco, os Morays eram antigos laboratórios onde os incas aclimatavam suas sementes à altitude. Impressionante é para você, conhecer a história e as técnicas que os Incas já utilizavam a nem sei quanto tempo atrás. Os Morays, são sem dúvida um exemplo claro da avançada engenharia Inca em relação com a agronomia.

Assim que começamos a escutar a história e a entender a conexão que ela tem com os dias atuais, só pensava que os Morays deveriam ser conhecido pelos apaixonados pela agronomia, kkkk.

“Morays” significam “círculos” em quechua. Os Morays são conjuntos de círculos que formam um grande cone na terra. Na região, há três morays, que se alinham perfeitamente: o círculo mais alto de um coincide exatamente com altura do círculo mais baixo do outro. O uso destes morays foram fundamentais para a agricultura da região, e foi graças a este trabalho dos Incas que o Peru possui, hoje, uma das melhores gastronomias do mundo.

Morays, Peru.

Esta região de Cusco está a uma altitude bastante elevada (quase tudo acima dos 3000 metros ao nível do mar), o que torna a plantação um processo complicado. Por isso, criaram estes morays para servir como um grande laboratório para a aclimatação das plantas.

Começavam suas plantações nos círculos inferiores (mais quentes e com mais oxigênio), e aí deixavam até que formassem as primeiras sementes. Estas eram plantadas no círculo superior, e assim que estivessem bem aclimatadas, subiam mais um degrau, e assim sucessivamente.

O tempo de aclimatação variava de acordo com a planta, e algumas podiam demorar mais de 2 anos até conseguir subir um degrau.

Terminado o processo, os incas já tinham sementes fortes para as mais diversas altitudes, e estas seriam exportadas para outras cidades em todo o Império.

Foi graças a isso que hoje é possível entrar em um mercado no Peru e se surpreender com a variedade de vegetais que o país possui. São batatas de todos os tipos, milho de todas as cores e uma infinidade de frutas a preços bem econômicos.

Depois de conhecer o processo artesanal para fabricação dos produtos feitos a partir pelo das alpacas e de ter uma aula de agronomia com os melhores do mundo, nós partimos para visitar o ponto principal do dia: As Salinas de Maras!

Morays, Peru.
Morays, Peru.
Salineras de Maras…

Maras é composta por um conjunto de salinas entre morros, e é uma propriedade particular aberta ao público que até hoje é utilizada para obviamente, a extração de sal. A entrada é paga separadamente do boleto turístico, e em 2016 custava 10 soles.

Estas salineras são compostas por mais de 3 mil piscinas. A água salgada que vem das montanhas escorre por pequenas valetas, em um complexo sistema que alimenta cada uma destas piscinas. O controle da água é feita de maneira bem simples: as valetas são abertas e fechadas utilizando apenas pedras.

O sal é extraído através de um processo simples de evaporação. Eles enchem uma piscina e esperam a água evaporar. Este processo é repetido 3 vezes em cada piscina, por um período de 10 meses, e assim conseguem extrair 150 quilos de sal de cada uma.

A Salinas de Maras, foi construída por civilizações pré-incas, e o seu processo de funcionamento continua o mesmo até hoje. A água que desce das montanhas vem, principalmente, do degelo dos picos. Esta água é doce e própria para o consumo. Elas se tornam salgadas quando entram nas montanhas por canais subterrâneos, e carregam o sal que está por lá.

Salinas de Maras, Peru.
Salinas de Maras, Peru.

 

Salinas de Maras, Peru.

Na saída das Salineiras, antes de retornar para Cusco, o ônibus faz uma paradinha estratégica na feirinha do local, onde é possível comprar produtos à base do sal extraído dali. Dentre eles há esculturas feitas de sal, sabonetes e até chocolates salgados (compre um, apenas para provar, e se gostar, se esbalde).

Um passeio imperdível que vale super a pena.

Para conhecer mais sobre as nossas experiências no Peru, clique aqui.

 

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